Este fenômeno conhecido como Burnout, ainda pouco conhecido em nossa realidade ganhou espaço na literatura médica a partir de 1974 nos Estados Unidos, descrito por profissionais da saúde sendo o principal deles Herbert Freudenberger. Ele define o verbo “burn-out” como falhar, esgotar ou tornar-se exausto devido ao excesso de demanda da energia, força ou habilidade. Esta palavra se é denominada no Brasil por um esgotamento profissional decorrente de um alto estresse crônico. Em outras palavras é caracterizada por um esgotamento físico, emocional e mental, acompanhado de sentimentos de desesperança e atitudes negativas com relação ao trabalho, a vida ou a outras pessoas, como conseqüência de uma tensão emocional intensa e prolongada.
Três fatores foram postulados e identificados como principais componentes do burnout, são eles: exaustão emocional na qual consiste em um elevado estresse físico e emocional provocado por exigências excessivas do trabalho, despersonalização, ou seja, estar como se fosse desligado do mundo e de si mesmo e diminuição da realização pessoal ou em outras palavras sentimento de incompetência, excesso de atribuições, pressões, preocupações, frustrações, desorganização, baixos salários, poucas perspectivas de promoção, assédio moral e competição excessiva no ambiente de trabalho.
As profissões mais vulneráveis a este tipo de estresse são geralmente as que envolvem serviços (formais ou informais), tratamento ou educação nas quais é necessário lidar com outras pessoas.
Não existe uma definição unânime sobre a significação desta palavra Burnout, porém existe um consenso em considerar que aparece no indivíduo como uma resposta ao estresse laboral doença esta que acontece a exemplos: quando o profissional percebe que para acordar de manha para ir ao trabalho está ficando mais chato, desanimador e difícil, contando as horas e os dias para o próximo feriado, para buscar ânimo para se manter ao trabalho, começa a contar quanto tempo falta para se aposentar, por qualquer motivo se estressa, fica irritado com a família, amigos, colegas, demora muito para se relaxar ( cerca de três semana estando em férias e quando este volta ao trabalho novamente se encontra em burnout).
A exaustão emocional (SÍNDROME DE BURNOUT) no trabalho é um problema de saúde pública e um problema econômico. Nos Estados Unidos, por exemplo, a fatura pela exaustão emocional é de cerca US$200 bilhões por ano (absenteísmo, rotatividade, diminuição da produtividade, e diversas despesas médicas). Tanto o trabalhador como a empresa pagam preço alto pela exaustão emocional.
O primeiro impacto ocorre principalmente na sua saúde, no seu bem estar psicológico, causando numerosos distúrbios psicossomáticos e depressão; prejudicando as relações interpessoais fora do trabalho principalmente no seio da família e também no grupo social do trabalhador; mudanças de comportamento provocando reações como alcoolismo, uso de drogas, agressividade e irritabilidade e com freqüência na sua carreira.
A organização perde, muitas vezes, talentos, pessoas bem treinadas além de ter que arcar sempre com a diminuição do desempenho, tanto em quantidade como em qualidade. As pesquisas nessa área têm identificado outras conseqüências nefastas para a organização, como: tendência a mudar de organização, baixo comprometimento com o trabalho e com a organização, diminuição da satisfação no trabalho e aumento dos conflitos interpessoais com chefes e colegas. É um problema que dificilmente pode ser ignorado pelos gerentes, pelo setor de recursos humanos e pela empresa como um todo.
Em se tratando de formas de prevenção de Burnout algumas dicas são necessárias para evitar que essa doença se instale no comportamento dos trabalhadores.
São estas:
a) aumentar a variedade de rotinas, para evitar a monotonia;
b) prevenir o excesso de horas extras;
c) dar melhor suporte social às pessoas;
d) melhorar as condições sociais e físicas de trabalho;
e) investir no aperfeiçoamento profissional e pessoal dos trabalhadores.
Existem, porém, outras formas de prevenção e que podem ser agrupadas em três categorias: estratégias individuais, estratégias grupais e estratégicas organizacionais.
As estratégias individuais referem-se à formação e capacitação profissional, ou seja, tornar-se sempre competente no trabalho, estabelecer parâmetros, objetivos, participar de programas de combate ao stress, entre outros. As estratégias grupais consistem em buscar o apoio grupal e finalmente as estratégias organizacionais referem-se em relacionar as estratégias individuais e grupais para que estas sejam eficazes no contexto organizacional. Um trabalho psicológico em empresas e indústrias é de extrema importância como forma de prevenção e combate á este estresse.
O estresse tem o seu lado positivo. Ele nos coloca em prontidão e nos torna atuantes. A sua persistência, no entanto pode se tornar prejudicial e contribuir para a instalação da Síndrome de Burnout. Vale então relembrar quais são os possíveis sinais desse quadro a qual temos que ficar alertas e procurar ajuda se acometerem tais sensações:
- Dores musculares e osteomusculares freqüentes;
- A exaustão expressa na sensação de já acordar cansado;
- insônia ou sono em excesso;
- aumento ou diminuição significativa do apetite;
- taquicardia;
- irritabilidade
- tendência ao isolamento;
- negatividade;
- procrastinação;
- queda de produtividade no trabalho;
- impulsividade ( explosões de raiva, por exemplo);
- absenteísmo e queda no desempenho profissional;
Agora é só fazer o cálculo do impacto em sua vida e empresa, e começar a buscar soluções rápidas, bem rápidas...